Terça-feira, 17 de Fevereiro de 2009

Por meio desta eu confesso: quase apaguei o blog hoje.
É verdade.
Mas estava relendo os comentários e mudei de ideia (sem acento).
Entretanto, o madhouse psykhè vai passar por mudanças graaaandes, enormes mudanças, para ficar do jeitinho que eu quero e para não me fazer ter outros ataques e querer apagá-lo, porque um dia eu posso realmente apagar esse espaço de loucuras.

Anyways.

Um pedacinho de uma coisa que eu escrevi, para iniciar os novos rumos da casa de loucos (ou de uma louca só, eu):

“Que cor é o sol?”
“Bem... Depende. Ao amanhecer, ele é amarelo-claro, tão claro que chega a ser esbranquiçado. À medida que o dia vai passando, o amarelo vai se fortalecendo. Ao meio-dia o sol é amarelo-ovo e está vem em cima das nossas cabeças. O pôr-do-sol é quase laranja, um amarelo alaranjado, brilhante, e já começa a dar lugar ao frio da noite. O sol some bem alaranjado, mas os últimos raios são um prenúncio do dia seguinte: claros e fracos.”
“Você sabe que seria bem mais fácil ter dito só ‘amarelo’.”
“Se fosse fácil não teria graça.”


Au revoir.

Quinta-feira, 25 de Dezembro de 2008

Feliz Nataaaalll!!

Laços

O mundo é cheio de pessoas conectadas umas as outras por finos fios de afeto, que se rompem com um empurrão despropositado em filas, com um pisão no pé ou com um bom dia não respondido. Esses fios de afeto, no entanto, podem se fortalecer, virando um nó indissolúvel, que prende às duas pontas de uma maneira eterna. Os fios indissolúveis são os laços de amizade.
Alguns fios se esticam por longos espaços, tão grandes espaços que umas pessoas acreditam que a distância poderá parti-los. O maior dos enganos: a distância não dissolve nós; os fortalece com o poder da resiliência do amor, a saudade que traciona o fio. O mesmo vale para aqueles amigos que nunca encontramos, os amigos virtuais, cujos laços se misturam à fibra ótica que conecta dois pontos em qualquer lugar do planeta.
Outros fios são tão curtos que em alguns momentos se perdem na dimensão minúscula do espaço entre os lábios num beijo. Casais são amigos, claro. E o pequeno comprimento do fio não significa que ele é mais fino; ao contrário, o poder dele é dobrado.
Uns fios são fortes desde o início, desde o primeiro sopro de vida. Nossos pais, cujos laços nos sustentam, nos ensinam a criar laços com outros seres, nos ensinam a cultivá-los e a mantê-los curtos e fortes. E nossos irmãos, primos, tios, tias, avós, avôs e nossa família inteira, os primeiros testes dos nossos vínculos, os que nos inserem no maravilhoso mundo que é compartilhar os sentimentos e colocam um nome naquilo que enche nossos coraçõezinhos: a amizade.
Laços são criados dia após dias, hora após hora, minuto após minuto. Laços nascem de um olhar confidente, de uma mão estendida, de um sorriso culpado, de um pedido de desculpa. Laços são criados e recriados sem sequer terem inexistido em algum momento.
E não existem laços somente entre pessoas.
Criamos laços com nossos bichinhos de estimação, com nossos objetos pessoais, com músicas, com lugares, com livros... E são laços profundos, porque são quase sempre unilaterais. Por mais que saibamos que nossos bichinhos nos amam, uma paisagem não pode retribuir o seu amor, a não ser ficando no mesmo lugar do mesmo jeito para sempre. Músicas, que descrevem nossos pensamentos, têm o mesmo problema.
Os personagens de livros são continuações dos nossos laços profundos. Todo livro tem uma amiga louca que lembra muito aquela amiga de quem sentimos falta, os pais exatamente como os seus, a personagem principal que só seria mais parecida com você mesma se tivesse seu nome e sobrenome. E, claro, o cara dos seus sonhos, com o qual você espera ter um vínculo tão forte no mundo real quanto você tem no mundo da ficção.
Todos com quem temos laços são nossos amigos. Todos. Por isso o maior crime do mundo é dizer que não se tem amigos! Os amigos nos rodeiam a todo instante e quando estamos sozinhos, nossos amigos estão conosco em pensamento; por isso nunca estamos completamente sozinhos.
No Natal, celebramos o nascimento de Jesus, Aquele que nos ensinou a amar o próximo como amamos a nós mesmos. O que Ele fez foi mostrar aos homens o quanto os laços de amizade são importantes e o quanto a confiança e amor incondicional nos fortalece como seres humanos.
Presentes de Natal ficaram banais, mas o que nunca sai de moda ou perde o sentido é desejar Feliz Natal a quem amamos, aos que dividem conosco laços fortes de amizade, de amor e compreensão. Que todos vocês criem laços, fortes laços com tudo que puderem: seus pais, amigos, vizinhos, conhecidos, bichinhos de estimação e objetos preferidos. Que os laços sejam indestrutíveis e que tenham o poder de se estender e voltar à antiga forma sem danos. Que todos os laços sejam presentes e estejam presentes o tempo todo. Que, assim como vocês são um presente para mim, eu seja um presente para vocês.
Feliz Natal! Que Deus abençoe todos vocês.

Sábado, 22 de Novembro de 2008

Ironia?!


Pessoas, eu altamente indico que TODAS/TODOS escrevam um post falando de suas vidas amorosas, ou falta delas, porque funciona. Ou pelo menos funcionou comigo. Estou namorando.

Meu post de hoje vai falar sobre os possíveis números da mega sena...

OIAHSOIAHSIOHAIOSHOA


Oks.
Ironia, né? Acho que o 'destino' é tão engraçado. Só esperando que viremos as costas pra pular em cima de nós com uma surpresa diferente a cada vez.
Sendo esse o meu blog, no qual eu falo de coisas aleatórias mesmo, eu vou comentar algumas das últimas ironias mais esdruxulas que aconteceram na minha vida, já que ironias são lindas.
- Quando eu finalmente desisti de acreditar que existe o cara certo no mundo pra mim...
- Quando eu achei que minha sorte não existia mais, eu ganho dois livros em promoções.
- Quando eu aceitei que ficaria de prova final em anatomia, BAM, tiro dez.
- Quando eu decidi que não importava mais que eu não tivesse amigos de verdade, encontro os melhores amigos do universo.
- Quando eu entendi que não era boa no ballet, me escolhem para um solo.
- Quando eu pensei que nada me salvaria daquela fase, eu melhorei...
E a lista continua infinitamente.
A moral da história: Duvidem, ai vai dar certo.
IOAHSIOHASOIAOHSOIAHSO
Mentira.
A moral é: TUDO dá certo, só que Deus escolhe a hora que você menos espera pra fazer dar certo, assim você valoriza muito mais.
"Nós somos o extremo silêncio, aquele que, mesmo vazio, fala aos ouvidos o que o coração grita. O silêncio que esmaga o medo e afoga aquela pequena parte incrédula do todo perfeito. O silêncio que vira beijo."

Domingo, 26 de Outubro de 2008

Sobre o amor e suas mentiras

Bem, eu confesso por meio desta que eu nunca amei alguém.
Romanticamente, eu quero dizer.
Eu amo meus pais, minha família no geral, meus amigos incríveis e a mim mesma, o que é o mais importante, mas eu nunca -nunca mesmo- amei um cara romanticamente, alguém com quem eu tivesse vontade de passar o resto da minha vida e fosse (perfeito) o único que me fizesse a garota mais feliz no mundo.
Por isso, e por outros motivos não pertinentes, eu comecei a imaginar por que -raios- todo mundo fica falando de amor.
Vou começar do básico e ressaltar o que eu acho que as pessoas normais acreditam que é amor:
amor
a.mor sm (lat amore) 1 Sentimento que impele as pessoas para o que se lhes afigura belo, digno ou grandioso. 2 Grande afeição de uma a outra pessoa de sexo contrário. 3 Afeição, grande amizade, ligação espiritual. 4 Objeto dessa afeição. 5 Benevolência, carinho, simpatia. 6 Tendência ou instinto que aproxima os animais para a reprodução. 7 Desejo sexual. 8 Ambição, cobiça: Amor do ganho. 9 Culto, veneração: Amor à legalidade, ao trabalho. 10 Caridade. 11 Coisa ou pessoa bonita, preciosa, bem apresentada. 12 Filos Tendência da alma para se apegar aos objetos. Antôn: aversão, ódio. sm pl 1 Namoro. 2 O objeto amado. 3 O tempo em que se ama. 4 Relações ilícitas, comércio amoroso. 5 Mit Divindades subordinadas a Vênus e Cupido. 6 Bot O mesmo que carrapicho, acepção 11. 7 V carrapicho-grande.

Como vocês podem perceber, eu sou um pouco cética. Só um pouco.

As pessoas também têm uma 'coisa' que eu não sei nomear de colocar explicações estranhas para 'amor'. Eu acho engraçado, e super pertinente citar, psicologicamente perturador...:
O 'amor' não é uma coisa que te faz voar, o nome disso é avião.
O 'amor' não é uma coisa que faz seu coração bater mais forte, o nome disso é taquicardia.
O 'amor' não é uma coisa que chega de repente e te faz refém, o nome disso é sequestrador...

Entendem?

Por essa e por outras eu digo: não dá pra dizer: olha, o amor é ISSO.

O que é uma merda, na minha opinião, porque se desse eu saberia pelo que esperar, se é que eu devo esperar.

Pra mim, o amor é uma coisa que não existe.
Prontofalei.

E assim continuará a ser até que eu encontre o amor, com todas as definições e sentidos e breguices que vêm incluidos no pacote. Principalmente as breguices.

Mas, como toda princesa de contos de fadas, eu espero que eu encontre o raio do 'amor' logo, afinal, o que é uma princesa sem principe? Só uma princesa que não vai ser rainha. O que é uma merda, na minha opinião.

À espera do amor inxistente (por enquanto),
Princesa Julia.

Sábado, 11 de Outubro de 2008

POC

Barulho dos sonhos se pocando, já que eles são tão frágeis quanto uma bolha de sabão.

Se eu fosse parar para me importar com tudo que você fala, minha vida seria uma bagunça, porque você me afoga em murmúrios e lamúrias, me destrói, me constrói e me destrói mais uma vez. É o ponto de colisão disfarçado de ponto de equilíbrio. Sou eu vestida de mim mesma.

POC.

Point Of Collision.

Sexta-feira, 5 de Setembro de 2008

Oh vida! e outras coisitas mais

Bem, já deu pra perceber que as aulas voltaram, né? Sem tempo pra respirar de verdade, quanto mais para postar no blog. E eu tinha prometido que todo sábado eu iria postar, nem que fpsse um "Oi, eu estou enrolada. Bjs.". Como sempre, eu estou tendo dificuldades para cumprir minhas promessas.

Mas então, eu queria ter comentado sobre o fim das Olimpíadas e nem deu. Eu tinha planejado um post enorme, falando do espírito olímpico e todas essas baboseiras de encontro mundial e pedidos de Miss Universo (paz mundial, fim da fome, nova linha de lingerie da VS...), mas o tempo tava curto.

Uma coisa não pode passar em branco(!): POR QUE AS PESSOAS SÓ SÃO BRASILEIRAS COM ORGULHO EM COPA DO MUNDO, OLIMPÍADAS E AFINS? Respondam-me, porque eu, como estudande de Psi tenho dificuldade pra compreender esse alto grau de bipolaridade! O que há de errado em colocar a mão sobre o peito e cantar o hino nacional corretamente sem fazer chacotas ou paródias idiotas? Sabiam que dá cadeia parodiar o hino nacional? Mas se fossemos prender todos não existiriam prédios e sim presidios em vários andares.

O Brasil está crescendo, lentamente, mas está. Nós temos muitas chances se trabalharmos juntos pelo bem coletivo ao invés d eficarmos afogados na água parada (olha a dengue, meu povo) no nosso próprio umbigo.

Eu sou extremamente chata em relação a isso, esse falso patriotismo. Blusas com a nossa bandeira mais do que linda só quando estamos ganhando e falar bem do Brasil só quando o futebol está ganhando. Vamos criar um pouco de senso e nos orgulhar do chão em que pisamos.
Pátria Amada, Brasil, SEMPRE.
[/indignação]


Mas não é só isso: eu queria acrescentar que eu tenho pena do Pequeno Albert que foi U-SA-DO por Watson, que não é o cara da lâmpada, devo assinalar, para fazer experimentos psicológicos. Vejam o vídeo e atestem a maldade do ser: http://br.youtube.com/watch?v=g4gmwQ0vw0A
Pra quem não entendeu nada, eu estou falando do Behaviorismo, uma teoria da psicologia que atesta que todos os estímulos e respostas produzidos pelo homem podem ser controlados e modificados.
Watson 'ensina' o pequeno Albert a ter medo de coisas brancas e peludas em geral, então o neném chora quando vê um rato branco, um bicho de pelúcia ou a barba de alguém(!) , logo ele tem medo do Papai Noel!!

Podem confiar, tirei do youtube. Qualquer coisa, digitem "pequeno Albert de Watson", vale a pena, to-tal-men-te. E me ensinem a colocar vídeos aqui nesse troço, porque eu sou velha e a modernindade é um lixo. HAHA, brinks, brinks.

Então, é isso.

Eu prometo que vou postar todo sábado, ou sexta. Vou fazer um grande esforço para continuar falando com você (as paredes).

Ah, aproveitem e me encinem como eu mudo o html do blog, pra eu poder ter aqueles letrinhas riscadas que são amor puro. E aqueles gifs legais, que eu nunca tive também. *chora*

Beijos corações.
Até uma dia, próximo.
É sério.

Sábado, 16 de Agosto de 2008

Volta as aulas, calouros felizes, anatomia e ouro!

Pois é, minhas férias acabaram. Sim, eu sei, muito triste. Mas como eu só tive uma aula de verdade até agora eu só vou sentir que voltei mesmo na segunda. Então eu ainda tenho o domingo de férias! Yay!
Sentem como eu tento me enganar? Se chama mecanismo de defesa. Freud explica: nosso inconsciente precisa fugir de nossas obrigações de vez em quando e para isso ele tenta contornar a realidade, seja projetando o que acontece conosco em outra pessoa, transferindo a raiva ou o desejo e jogando-o em alguém que não tem nada a ver ou escapando da realidade, que é o que eu faço quando escrevo nesse blog. HAHA.

Anyway.



Eu imaginava que seria divertido ver os outros pagarem mico, mas eu descobri que é muito divertido. É aliviante, saber que alguém, que não é você, claro, paga mico na universidade. E é ainda mais aliviante saber que esse alguém é seu calouro e foi vestido de emo, pijama, caipira e de homem, se era mulher, ou mulher, se era homem, para a faculdade. Aliviante porque eu também paguei esses micos e me diverti e eles também estão se divertindo. Para provar, uma fotinha:



Todo mundo de pijama na UFES, que beleza. E todo mundo sorridente. Os veteranos dizem que se reconhece calouro pelo brilho nos olhos e pelas roupas ridículas que eles usam sem se importar. Claro que é mais fácil quando eles carregam tijolos como se fossem bolsas ou estão fedendo a água de peixe ou estão sujos de barro do mangue...

Anyway.

Tive minha primeira aula teorica e prática de anatomia na sexta feira. Eu já sei identificar os ossos do seu braço e os do seu crânio. Nomes muito estranhos, tipo esfenóide e zigomático... E eu vi uma perninha de um recém nascido cortada ao meio. É interessante, dá pra identificar a cartilagem e o osso facilmente. É estranho pensar que tem aquilo dentro de todo mundo. Mas, no geral, fi muito divertido. Me senti super ghata, claro, de jaleco branco e sapato de salto e bico fino. E eu ri muito, obvio. O pessoal da minha sala tem umas piadas super bem colocadas, tipo 'necrofilia na bancada do anatômico, hunn...'. Se você NÃO sabe o que é 'necrofilia' eu sugiro que você NÃO procure no google. É sério.






Eu sou a segunda da direita para a esquerda. Detalhe importante: o brasão da Universidade Federal do Espírito Santo. Ai, que orgulho de mim mesma... OAIHSIOAHO

Anyway.

Só pra fechar, GANHAMOS MEDALHA DE OURO! Fala sério, eu não gosto de natação, mas tenho que dar o braço a torcer para o César Cielo. 21 segundos e 34 centésimos. É muito rápido! E debaixo d'água, sem respirar. Imagina. Em 21 segundos eu não chego na metade da piscina... Parabéns para ele, trouxe o primeiro ouro para o Brasil. Espero que venham muitos mais, depois do judô ter me decepcionado seriamente.

É isso. Beijos.